Decisão de Moraes
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro marca uma mudança de postura em relação à divulgação de outras quatro cartas escritas por Jair Bolsonaro.
Até o primeiro turno das eleições, Flávio ficará impedido de se comunicar com Bolsonaro por causa da divulgação nas redes sociais de uma carta em que o ex-presidente pede apoio ao filho e o aponta como seu porta-voz.
Cartas anteriores
Antes dessa carta, porém, outras quatro cartas de Bolsonaro foram divulgadas sem maiores consequências. A avaliação de analistas ouvidos pela Gazeta do Povo é que o caso suscita um debate sobre a uniformidade na aplicação das decisões judiciais.
Em dezembro do ano passado, Bolsonaro também enviou uma carta pública ao filho, confirmando sua indicação como pré-candidato da direita à Presidência da República em 2026. O texto foi divulgado por Flávio nas redes sociais e repercutiu nacionalmente, mas não motivou qualquer providência.
Reações
A decisão de Moraes foi proferida após provocação do deputado Lindbergh Farias, que pediu ao ministro a volta de Bolsonaro para o regime fechado e a abertura de investigação contra Flávio. Moraes optou por suspender as visitas por 90 dias – prazo que se encerra após o primeiro turno das eleições – e abriu prazo de 48 horas para que a defesa esclareça se Bolsonaro tinha conhecimento de que o conteúdo seria divulgado nas redes sociais.
Flávio protestou contra a medida, afirmando que está sendo cerceado em seu direito de visitar o pai e exercer sua profissão como advogado. O senador Rogério Marinho também criticou a decisão, classificando-a como autoritária e desproporcional.
Fonte: Gazeta Política


