Inflação e gastos do governo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a inflação não é resultado dos gastos do governo, mas sim da guerra no Irã. Durigan fez essa declaração durante um painel da Expert XP, realizado em São Paulo.
De acordo com o ministro, as medidas de crédito anunciadas pelo governo não estão gerando pressão inflacionária. Em vez disso, a guerra no Irã é o principal fator que está aumentando a pressão inflacionária.
Metas do governo
Para este ano, o governo estabeleceu uma meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões. No entanto, os dados mais recentes mostram que as contas públicas fecharam em déficit primário de R$ 53 bilhões em maio, e a dívida pública alcançou R$ 9 trilhões, com um aumento de R$ 234,4 bilhões no mesmo mês.
O ministro também afirmou que não haverá medidas como aumento no Bolsa Família para buscar votos. Ele destacou que o governo está adotando uma abordagem diferente em 2026, em comparação com 2022, e que não haverá calote em precatório ou em governador.
Disciplina fiscal
De acordo com Durigan, o governo está trabalhando para atingir a disciplina fiscal, contenção de gastos obrigatórios e ajuste nas regras fiscais. Isso permitirá que o governo atinja a projeção de estabilização da dívida pública entre 2029 e 2030.
O Comitê de Política Monetária (Copom) tem levado em conta o arrefecimento da disciplina fiscal do Planalto para a redução gradual na taxa básica de juros (Selic). Após sete meses consecutivos em 15% ao ano, o indicador passou para 14,75%, seguiu para 14,50% e agora está em 14,25% ao ano.
Fonte: Gazeta Economia


