Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
01/07/2026 às 11:01
01/07/2026 às 11:01
O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos desde janeiro, enfrenta outro processo na Justiça federal americana.
Segundo informações da agência Bloomberg, uma petição inicial foi protocolada na terça-feira (30) no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste de Nova York, na qual as famílias de cinco homens venezuelanos assassinados acusam o chavista de ordenar as mortes, em violação à legislação americana.
Os autores da ação alegam que Maduro ordenou que as Forças de Ações Especiais (Faes), unidade extinta da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), executassem os cinco jovens, mortes ocorridas entre 2017 e 2021.
De acordo com a Bloomberg, o processo baseia-se na Lei Federal de Proteção às Vítimas de Tortura dos EUA.
As famílias alegaram na petição que, sob o pretexto de combater o tráfico de drogas e reprimir gangues, Maduro utilizou as Faes “como instrumento político e mecanismo de controle social para reprimir violentamente a dissidência, aterrorizar bairros de baixa renda e eliminar a oposição política” e que tal unidade da PNB era “amplamente considerada um ‘esquadrão da morte’ ou ‘grupo de extermínio’”.
A denúncia aponta que agentes das Faes invadiram as casas dos denunciantes, obrigaram seus filhos e irmãos a se ajoelharem e os assassinaram.
Um dos denunciantes (os nomes não foram informados) disse que ele e outro filho “vivem hoje com medo constante e significativo por suas vidas”, já que permanecem na Venezuela, onde seguem com “graves preocupações de segurança”, principalmente porque os criadores das FAES “permanecem no poder hoje como autoridades de alto escalão na Venezuela, e os autores [da ação] temem que buscar recursos jurídicos locais resulte em novas represálias contra eles”.
Dessa forma, a ação foi apresentada nos EUA, porque “não há recurso jurídico adequado disponível para os autores na Venezuela em relação às demandas aqui apresentadas”, afirmaram as famílias.
No início de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, para que respondessem na Justiça federal americana a acusações relacionadas a narcoterrorismo.
Além disso, o ex-ditador é investigado na Flórida, por acusações de participação em um esquema de lavagem de dinheiro.
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Fonte: Gazeta Mundo


