Pacote de bondades em ano eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem adotado uma agenda de benefícios sociais, ampliação do crédito e desonerações tributárias semelhante ao conjunto de medidas que classificou como um “pacote de bondades” eleitoreiro do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2022.
À época, Lula e a cúpula do PT acusavam o adversário de usar a máquina pública para influenciar o eleitorado e criticavam o impacto fiscal das iniciativas anunciadas às vésperas da eleição.
Medidas sociais e econômicas
Na área social, o governo substituiu o antigo Auxílio Gás pelo Gás do Povo, programa que prevê atendimento a cerca de 15 milhões de famílias em todos os municípios do país.
Outra aposta foi a criação do Luz do Povo, programa voltado à redução da conta de energia para famílias de baixa renda.
O governo também lançou uma ofensiva de crédito subsidiado, incluindo financiamentos para motoristas de aplicativo adquirirem veículos, linhas especiais para caminhoneiros e o chamado Fies Empreendedor.
Análise e críticas
Estudos publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que o próprio Fies acumulou elevados índices de inadimplência ao longo de sua história.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) tem alertado que o crescimento dos benefícios financiados pela CDE pressiona os encargos embutidos nas tarifas de energia.
O Ministério da Fazenda sustenta que as medidas reduzirão o custo do endividamento e ampliarão o acesso ao crédito para trabalhadores informais e consumidores que mantêm as contas em dia.
Fonte: Gazeta Economia


