O Japão e a Rússia
O Japão oferece ajuda financeira, humanitária e militar à Ucrânia desde a invasão russa em fevereiro de 2022, e impôs sanções a Moscou, reduzindo o comércio bilateral de US$ 20,8 bilhões em 2021 para US$ 7,6 bilhões em 2025.
Entretanto, uma reportagem do The New York Times revelou que o país asiático se transformou em um “covil de espiões” russos, após a expulsão de centenas deles de países ocidentais.
Espionagem russa no Japão
Um oficial veterano da agência de inteligência militar da Rússia, o GRU, está trabalhando sob identidade falsa como funcionário da companhia aérea estatal russa Aeroflot em Tóquio, desempenhando um papel crucial no abastecimento da máquina de guerra da Rússia.
Além disso, 90% dos mísseis e drones russos contêm componentes japoneses, de acordo com estimativas do governo ucraniano.
Leis frágeis e controles frouxos
Esses fatos decorrem de leis frágeis antiespionagem e controles frouxos de exportação de produtos de alta tecnologia no Japão, o que já levou a cobranças por parte de Kiev e outros aliados.
A Constituição japonesa pós-Segunda Guerra Mundial restringiu a vigilância estatal, deixando o país sem mecanismos legais suficientes para coibir a espionagem estrangeira.
Reações e consequências
O governo japonês reconhece a necessidade de reforçar o combate às atividades de inteligência estrangeiras e está trabalhando para criar um novo organismo nacional para coordenar as atividades de inteligência do país.
Entretanto, a situação exposta pelo NYT gera custos políticos e reputacionais para o Japão, e pode levar a pressão diplomática, compartilhamento de informações de inteligência e eventuais sanções contra indivíduos ou empresas específicas.
Fonte: Gazeta Mundo


