Inflação em Julho
A conta de luz ficou mais cara em julho, com um aumento de 3,03% na primeira quinzena do mês, de acordo com dados da prévia da inflação divulgados pelo IBGE. Esse aumento foi o principal responsável pela alta dos preços no país, pressionando diretamente o orçamento das famílias.
No entanto, a queda de 0,66% nos preços dos alimentos ajudou a conter o aumento da prévia da inflação a apenas 0,06%, abaixo dos 0,41% registrados no mesmo período de junho.
Impacto nos Preços
O consumidor sentiu um alívio nas compras do supermercado, mas precisou separar mais dinheiro para pagar as despesas da casa. O resultado mostra que a economia do carrinho de compras foi, em parte, anulada pelo aumento das tarifas de energia.
A conta de luz ficou mais cara por causa da cobrança extra da bandeira tarifária amarela, somada aos reajustes autorizados para concessionárias em cidades como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Preços de Alimentos
No supermercado, o cenário foi o oposto. A alimentação em casa caiu 1,14%, puxada principalmente pelas fortes reduções nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%).
Já quem costuma fazer refeições fora de casa continuou pagando mais, com aumento de 0,66% nas refeições nos restaurantes e de 0,30% nos lanches.
Outros Gastos
Os gastos com transporte também pesaram, com a disparada de 11,7% nas passagens aéreas por causa dos reajustes do querosene de aviação. Já os preços da gasolina, do etanol, do diesel e do gás veicular tiveram quedas de até 2,5% e ajudaram a reduzir o impacto no bolso de quem utiliza veículos.
Na saúde, os consumidores também enfrentaram novos reajustes, com produtos de higiene pessoal mais caros (0,28%), com destaque para os perfumes (1,74%) e planos de saúde (0,42%).
Variação Regional
Entre as regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro registrou a maior inflação do mês (0,44%), impulsionada principalmente pela alta da energia elétrica e das passagens aéreas. Já Belém apresentou o menor índice (-0,22%), beneficiada pela queda nos preços da gasolina e do açaí.
A prévia da inflação continua acumulando alta de 3,51% no ano e de 4,52% nos últimos 12 meses – levemente acima do teto de 4,5% da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Fonte: Gazeta Economia


