Crise diplomática
Durante uma agenda em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, minimizou a nova crise diplomática entre Brasil e Argentina deflagrada após críticas do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao participar de um encontro com entregadores de aplicativos, Haddad disse que o Brasil não pode aceitar as críticas de Milei, mas ressaltou que elas não apagam a histórica relação entre brasileiros e argentinos.
Declarações de Haddad
Haddad afirmou que a postura de Milei destoa da tradição diplomática entre Brasil e Argentina. Segundo ele, a relação de cordialidade entre os dois países será restabelecida e as diferenças ideológicas não devem comprometer a cooperação bilateral.
“Nós vamos restabelecer a cordialidade que o presidente Milei colocou em xeque, nós vamos superar. Isso não vai nos impedir de continuar prosperando nas relações bilaterais com a Argentina. Nós temos o Mercosul, que está em excelente momento. O Mercosul fez um acordo histórico com a União Europeia, fez com Singapura e talvez agora faça com a China. Enfim, nós estamos num momento auspicioso do Mercosul. Nós não podemos fazer com que a ideologia do presidente Milei afete as nossas relações”, disse.
Reações ao episódio
Também nesta segunda-feira, Lula ironizou Milei ao ser questionado por jornalistas sobre o episódio. O Itamaraty convocou o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos e chamou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.
As declarações de Milei ocorreram durante a convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Milei chamou Lula de “presidiário” e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como “lixo careca”.
Fonte: Gazeta Política


