Impactos econômicos e sociais
A proposta de fim da escala 6×1, que está em tramitação no Congresso Nacional, tem gerado preocupação em setores que dependem intensivamente de mão de obra e serviços contínuos, como saúde, segurança, limpeza, educação, alimentação, transportes e turismo.
De acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o fim da escala 6×1 exigirá reorganização das escalas e, potencialmente, ampliação dos quadros de pessoal em diversas áreas de apoio, o que pode levar a um aumento nos custos e, consequentemente, nos preços dos planos de saúde.
Setores de segurança e limpeza
Outros segmentos que tendem a ser amplamente impactados são os de segurança e vigilância privada e os de serviços de limpeza. A Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) estima que o fim da escala 6×1 resultará em 8,7 horas extras semanais por trabalhador, o que pode levar a um aumento de 20% nos custos.
A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) também estima aumento superior a 20% nos custos, o que pode ser repassado aos consumidores.
Impactos nos preços
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) avalia que a aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho eleva o custo do trabalho por decreto, igualando realidades distintas entre setores e regiões do país.
Na visão da entidade, a aprovação da PEC deixa aos empresários brasileiros apenas a alternativa de repassar o aumento dos custos nos preços, o que pode prejudicar os consumidores.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o impacto inflacionário pode alcançar 6,2% nos preços em geral e 5,7% nos alimentos.
Fonte: Gazeta Economia


