Impacto no setor de saúde
Empresas e associações alertam que o fim da escala 6×1, em discussão no Congresso Nacional, deve elevar custos operacionais em setores essenciais como saúde e segurança. O impacto financeiro deve ser repassado ao consumidor final através do aumento de preços e serviços.
Hospitais e clínicas operam 24 horas por dia. Se a escala 6×1 acabar, essas instituições precisarão contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras para garantir que o atendimento não pare. A Associação Nacional de Hospitais Privados afirma que isso deve elevar os custos de toda a cadeia, o que deve resultar em mensalidades mais caras para os planos de saúde familiares e empresariais.
Outros serviços afetados
Empresas de segurança, vigilância e limpeza urbana projetam uma alta de pelo menos 20% nos custos. Como essas atividades dependem de presença constante, a redução da jornada sem redução de salário cria um buraco nas escalas de trabalho. A tendência é que os contratos de prestação de serviços sejam reajustados para cobrir esse novo gasto trabalhista.
Transporte e logística
A Confederação Nacional dos Transportes estima um impacto de R$ 28 bilhões. O setor logístico, que já sofre com a falta de motoristas, precisaria de novas contratações para manter o fluxo de entregas. Se o custo do frete sobe, o preço de quase tudo o que é transportado — como alimentos e remédios — acaba subindo também, gerando o que os economistas chamam de inflação generalizada.
Previsão de inflação
A Confederação Nacional da Indústria projeta que o impacto nos preços gerais pode chegar a 6,2%, com os alimentos subindo cerca de 5,7%. No total, as empresas brasileiras teriam que desembolsar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões para adaptar suas equipes à nova jornada, um valor que as entidades afirmam ser impossível de absorver sem repassar ao consumidor.
Fonte: Gazeta Economia


