O déficit de infraestrutura no Brasil gera um impacto financeiro estimado em R$ 284 bilhões por ano, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Movimento Brasil Competitivo.
Impacto na produtividade
A falta de investimento na área afeta diretamente a produtividade das empresas, encarecendo a operação logística e reduzindo a capacidade de o país competir no mercado internacional.
Despesas com transporte e armazenamento
Para o ambiente corporativo, as despesas com transporte e armazenamento operam quase como um imposto adicional sobre a produção. Os custos logísticos brasileiros superam a média de outros países de dimensões continentais.
Setores específicos
Em setores específicos, o impacto sobre o faturamento é direto: na indústria de materiais de construção, o frete representa 14,3% das receitas; em companhias de óleo e gás, chega a 13,3%; e, no segmento de higiene e limpeza, consome 9,9%.
Investimentos em infraestrutura
O país precisaria investir o equivalente a 4,65% do PIB anualmente para modernizar o setor e alcançar o estoque-alvo, estimado em 63,7% ao longo das próximas duas décadas.
Dependência rodoviária e portos
O setor de transportes concentra o maior hiato de modernização do país, com R$ 90 bilhões em investimentos ao longo de 2025, e a dependência rodoviária persiste, enquanto os portos seguem ineficientes.
Matriz elétrica e saneamento
A matriz brasileira, embora sustentável, sofre com o encarecimento das tarifas causado pela rápida expansão de fontes intermitentes, e o saneamento básico ganhou tração após o novo marco legal do setor.
Investimentos globais
O Brasil investe abaixo de concorrentes globais, e a situação da infraestrutura brasileira contrasta com as trajetórias de economias que deram saltos de produtividade nas últimas décadas.
Insegurança jurídica
A insegurança jurídica é outro fator que dificulta a injeção maciça de capital privado necessária para pavimentar a expansão econômica e social do país, e a solução passa por contornar a tendência da economia política de não sair do lugar.
Fonte: Gazeta Economia


