Introdução
De acordo com o Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou uma redução de 6,9% no número absoluto de mortes e de 7,4% na taxa de homicídios em 2024, em comparação com o ano anterior. No entanto, essa queda é potencializada por uma parte das mortes com intenção de matar que não estão nestes números, os chamados “homicídios ocultos”, que quase dobraram de um ano para o outro.
Homicídios ocultos
Os “homicídios ocultos” são mortes violentas por causa indeterminada, ou seja, em que o médico ou legista não consegue apontar se a pessoa foi vítima de homicídio, suicídio ou acidente. Em 2024, esses homicídios aumentaram 88%, saltando de 3.755 (em 2023) para 7.083. Entre 2014 e 2024, o país teve 55.212 homicídios ocultos — média de 5.019 casos por ano.
Desafios para a segurança pública
A falta de padrão e qualidade dos dados com os quais são feitas as políticas públicas na área da segurança pública brasileira é um dos principais desafios para a segurança pública no Brasil. A deficiência na padronização e transparência da metodologia são os principais desafios para que os dados sobre segurança pública no Brasil tenham qualidade e credibilidade suficientes para desencadear boas políticas públicas baseadas em evidências confiáveis.
Medidas para melhorar a situação
Para melhorar a situação, é necessário aumentar os quadros de peritos e investigadores, aumentar o investimento nos setores de perícias com equipamentos e insumos avançados para qualificar os resultados dos exames que são realizados e, também, promoção de mais transparência e padronização nos dados, preservando as premissas da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, com a divulgação do local, horário, cidade e por aí vai para cada óbito de natureza violenta.
Fonte: Gazeta Brasil


