Por Isabella de Paula
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10/07/2026 às 17:40
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O governo de Donald Trump anunciou novas sanções nesta sexta-feira (10) contra o Irã que atingem as finanças do líder supremo, Mukhta Khamenei, e de outros membros de elite do regime.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), parte do Departamento do Tesouro, detalhou que as novas medidas tiveram como alvo um empresário iraniano identificado como um importante gestor financeiro da autoridade máxima do país persa, bem como diversas casas de câmbio e empresas de fachada que, segundo Washington, facilitam transações financeiras para bancos iranianos já sancionados.
A pasta responsável pelas novas sanções afirmou em um comunicado à imprensa que as punições aplicadas nesta sexta-feira visam o empresário Ali Ansari, a quem acusa de administrar uma rede internacional de ativos em benefício de Khamenei e outros membros de alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica.
"Ansari institucionalizou efetivamente o desfalque em larga escala dentro do regime iraniano, desviando recursos públicos para um extenso portfólio de imóveis e participações empresariais no exterior para enriquecer a si mesmo e às elites do regime", declarou o Tesouro.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que "o chamado líder supremo permanece escondido e isolado enquanto seu regime desmorona".
Segundo o governo dos EUA, Ansari era o proprietário e diretor do Banco Ayandeh, uma instituição que, de acordo com Washington, desviou bilhões de dólares por meio de empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio empresário, até que as autoridades iranianas ordenaram sua dissolução em outubro de 2025.
Além disso, a CDM Trading Limited, com sede em Hong Kong, e a Naba Alzaki Raw Materials Trading LLC, estabelecida nos Emirados Árabes Unidos, foram sancionadas por supostamente atuarem como empresas de fachada para facilitar transações financeiras ligadas a essas casas de câmbio.
As sanções foram anunciadas depois que Trump declarou que seu país negociaria com o Irã para pôr fim ao conflito, embora tenha insistido que o cessar-fogo acordado no mês anterior "acabou".
Os EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho para encerrar a guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, nos últimos dias, os ataques foram retomados no Oriente Médio após mútuas alegações de violações da trégua.
Teerã afirma que as ações dos EUA "anularam partes essenciais e fundamentais" do memorando assinado, enquanto Trump foi além e declarou o fim do cessar-fogo.
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Fonte: Gazeta Mundo


