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EUA buscam reduzir influência da China e da Rússia na América Latina com investimentos em infraestrutura e energia

Introdução

O governo dos EUA está intensificando investimentos em infraestrutura e energia na América Latina para conter o avanço chinês e russo na região. A estratégia foca em segurança nacional e parcerias com governos de direita, visando garantir acesso a minerais críticos e fortalecer laços regionais.

Objetivos da nova estratégia

O principal objetivo da nova estratégia dos EUA na região é retomar o protagonismo na América Latina, reduzindo a dependência econômica e política que muitos países criaram com a China e a Rússia nas últimas décadas. Washington quer substituir investimentos desses países por capital americano em setores estratégicos, como transporte e energia.

Mudanças políticas no continente

Vitórias de governos de direita em países latino-americanos abriram portas para uma cooperação mais próxima com a Casa Branca. Segundo órgãos de comércio dos EUA, há agora um interesse maior do setor privado e desses governos em estreitar laços com os americanos, o que facilita a assinatura de novos acordos bilionários.

Projetos práticos

Em Honduras, planeja-se um corredor logístico entre os oceanos Atlântico e Pacífico, incluindo ferrovias e portos, com investimento de até US$ 20 bilhões. Na Argentina, o foco é a energia nuclear civil com tecnologia americana, enquanto parcerias para a exploração de minerais essenciais, como as terras raras, também estão em negociação.

Terras raras

Terras raras são minerais essenciais para fabricar tecnologias modernas, como baterias de carros elétricos e semicondutores. Hoje, a China domina esse mercado. Os EUA tentam diversificar seus fornecedores e veem no Brasil um dos maiores potenciais do mundo nesse setor, apesar de resistências políticas locais.

Riscos para países como o Brasil

O Brasil tradicionalmente busca equilibrar relações com várias potências. Analistas apontam que aceitar massivamente o capital dos EUA pode limitar essa diversificação e gerar dependência política de Washington. Por outro lado, oferece acesso a tecnologias avançadas e mercados que Pequim não disponibiliza da mesma forma.

Fonte: Gazeta Mundo

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