Investigação e Sanções
O Departamento do Tesouro americano anunciou que agências de segurança dos EUA estiveram por trás de uma investigação coordenada para desmantelar uma rede de atividades ilícitas do Primeiro Comando da Capital (PCC), resultando em sanções a dois indivíduos e pelo menos quatro empresas do Brasil e de Portugal.
De acordo com um comunicado da pasta, o anúncio reflete uma operação liderada pela Força-Tarefa de Segurança Interna (HSTF), o Escritório de Campo do FBI em Miami e a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ). Já a parte das punições financeiras ficou sob a responsabilidade do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.
O PCC e as Sanções
Os EUA consideram o PCC a maior organização criminosa transnacional (OCT) do Hemisfério Ocidental. Em junho, o Departamento de Estado anunciou a designação da facção e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas que serão monitorados de perto por Washington.
A investigação teve como principal ponto de abordagem o monitoramento de atividades do PCC nos EUA, relacionados ao tráfico de drogas, contrabando de grandes quantias em dinheiro para cartéis e outras atividades ilícitas para gerar fluxos de receita aos criminosos brasileiros.
Operação de Lavagem de Dinheiro
No comunicado, o Departamento do Tesouro citou uma operação das autoridades brasileiras contra a lavagem de dinheiro baseada em comércio controlada pelo PCC, que utilizava uma rede chinesa de distribuição de eletrônicos e uma plataforma chinesa de comércio eletrônico para lavar mais de US$ 190 milhões em sete meses.
A rede de lavagem de dinheiro do PCC que foi alvo de investigação nos EUA operava da Flórida e de São Paulo. Em janeiro de 2026, o FBI prendeu seis membros do grupo sediado na Flórida, que foram indiciados por lavagem de dinheiro no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul da Flórida.
Consequências e Próximos Passos
As sanções anunciadas hoje pelo Ofac tiveram como alvo o núcleo da rede sediado em São Paulo e empresas que teriam facilitado a lavagem de dinheiro para o grupo criminoso.
Essa ação é considerada a terceira do Ofac contra o PCC e seus parceiros, demonstrando o aumento da pressão dos EUA sobre o crime organizado.
Fonte: Gazeta Mundo


