Assédio e intimidação
Entidades de defesa do jornalismo no Brasil emitiram notas públicas de repúdio contra o assédio e as tentativas de cooptação feitas à jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo e comentarista da GloboNews.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) comentaram a notícia de que a organização do empresário Daniel Vorcaro teria monitorado a vida pessoal de Malu, que se tornou a principal autoridade na imprensa brasileira em informações do escândalo financeiro do Master.
Investigação e denúncias
A Polícia Federal (PF) identificou mensagens que demonstram a tentativa de Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, de comprometer com uma devassa na intimidade da jornalista para publicação de reportagens sobre investigações envolvendo negócios do Banco Master.
As conversas mostram que o publicitário Thiago Miranda foi acionado pelo empresário para apurar detalhes da vida pessoal e buscar formas de interromper o trabalho investigativo, inclusive com oferta espúria de trabalho.
Reações e solidariedade
De acordo com a Abraji, Malu Gaspar passou a sofrer uma onda de ataques online logo após a publicação da reportagem que detalhava conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A Abraji lamentou o cenário hostil enfrentado por mulheres na profissão e reforçou que sua missão é defender o trabalho dos jornalistas profissionais, considerando essa uma causa coletiva.
A ANJ manifestou profunda indignação diante de revelações de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda teriam agido para intimidar a jornalista, classificando a conduta como a adoção de “métodos mafiosos” e cobrando uma resposta firme das autoridades.
Fonte: Gazeta Economia


