Correios adiam fechamento de agências
Os Correios decidiram adiar até o próximo dia 31 a implementação de medidas do plano de reestruturação que previam o fechamento de agências e mudanças na remuneração de atendentes. A suspensão ocorreu após pressão de sindicatos e levou a estatal a abrir uma mesa de negociação com representantes dos trabalhadores.
A decisão foi comunicada em carta enviada à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) assinada pelo presidente da empresa, Emanoel Rondon, e pelos diretores de Gestão de Pessoas e de Operações.
Plano de reestruturação
A estatal atravessa uma grave crise financeira e tenta reduzir despesas para voltar ao equilíbrio das contas. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões e já acumulam déficit de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026.
Para tentar reverter o cenário de grave crise financeira, a empresa colocou em prática um plano de reestruturação baseado em três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos.
Negociação com sindicatos
A suspensão das medidas ocorreu após uma reunião realizada na última segunda-feira (6), quando foram discutidos temas como o encerramento de unidades, a implantação de um novo sistema de distribuição e a revisão de gratificações de R$ 500 pagas a atendentes.
A mesa de negociação proposta pelos Correios deverá começar ainda nesta semana e contará com representantes da empresa, das federações de trabalhadores e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que atuará como mediadora nas discussões.
Entre as ações mantidas estão a venda de imóveis e outras medidas de contenção de despesas. Já os sindicatos recuaram de uma paralisação que estava prevista para a última terça-feira (7) e decidiram manter apenas o estado de greve, que permite a interrupção das atividades caso o acordo não seja cumprido.
Fonte: Gazeta Economia


