São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Por Gazeta do Povo Lab
Por Gazeta do Povo Lab
Por Aiuri Rebello
Por Aiuri Rebello
21/07/2026 às 19:29
21/07/2026 às 19:29
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
A Polícia Federal desarticulou uma rede internacional que traficava pessoas para o Camboja e Mianmar, onde as vítimas eram forçadas a aplicar golpes online. A operação Global Chain, coordenada pela Interpol, já identificou centenas de vítimas em situação de escravidão moderna no Sudeste Asiático.
O que acontecia com as vítimas levadas para o Camboja?
As vítimas eram atraídas por falsas promessas de emprego em cassinos e centrais de atendimento (call centers) com bons salários. Ao chegarem ao destino, eram levadas para locais remotos e mantidas em cativeiro sob tortura, sendo obrigadas a trabalhar em jornadas exaustivas aplicando golpes financeiros pela internet contra outros brasileiros.
Como funcionou a operação internacional contra esse crime?
Batizada de Global Chain, a ofensiva foi coordenada pela Interpol e reuniu forças de segurança de 59 países. A ação resultou na identificação de 2.070 vítimas ao redor do mundo e na prisão de mais de mil suspeitos. No Brasil, o foco foi desarticular o braço da organização que aliciava brasileiros para serem escravizados no exterior.
Qual é a situação dos criminosos envolvidos nessas redes?
O Ministério Público Federal já denunciou três brasileiros e um chinês por tráfico internacional e organização criminosa. Atualmente, dois dos brasileiros acusados estão presos na China aguardando extradição para o Brasil. A Interpol também emitiu alertas internacionais (Avisos Vermelhos e Azuis) contra outros suspeitos e pessoas de interesse.
Por que o Camboja se tornou o epicentro desse tipo de golpe?
O Sudeste Asiático enfrenta um fenômeno onde organizações criminosas utilizam o trabalho forçado para operar centros de fraudes cibernéticas. Segundo a ONU, essas situações, em que pessoas são enganadas para cometer crimes contra a própria vontade, já representam mais de 10% de todos os casos de tráfico humano relatados globalmente.
Quais outras tendências de tráfico humano foram identificadas?
Além dos golpes online na Ásia, as autoridades notaram o tráfico de latino-americanos para trabalho forçado na Europa e até casos ligados ao envolvimento em conflitos armados. Um dado alarmante é que cerca de 10% das vítimas identificadas nas Américas eram menores de idade submetidos à exploração sexual.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
PF desmantela rede que traficava brasileiros para aplicar golpes no Camboja
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Centrão negocia nos bastidores com Lula e Flávio para não perder espaço no poder
Racha na base governista de esquerda prejudica candidato de Dino e do PT no Maranhão
Moraes extrapola lei para impedir influência de Bolsonaro na eleição
Zema nega ter convidado Michelle Bolsonaro para ser vice
Tudo sobre:
África
criminalidade
Para entender
Polícia Federal
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Brasil


