Introdução ao Problema
O comércio de rua está passando por uma crise sem precedentes, com o faturamento do comércio eletrônico brasileiro crescendo 86,3% em cinco anos, enquanto as lojas físicas enfrentam aumento de custos e redução da demanda.
Crescimento do Comércio Eletrônico
De acordo com dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOMM), o faturamento do e-commerce brasileiro passou de R$ 126,45 bilhões para R$ 235,52 bilhões entre 2020 e 2025.
Esse crescimento não é apenas uma mudança temporária provocada pela pandemia, mas sim uma transformação estrutural na forma como os consumidores pesquisam e compram, segundo o economista Fernando Balotim.
Desafios para o Comércio de Rua
Além da concorrência do comércio eletrônico, as lojas físicas enfrentam aumento de custos, como o aluguel de imóveis comerciais, que subiu 8,91% em 2025, e a pressão do endividamento das famílias, que reduz o espaço disponível no orçamento para o consumo.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas, o que torna os consumidores mais seletivos na hora das compras e reduz a demanda por produtos não essenciais.
Adaptação ao Digital
Para sobreviver, os comerciantes precisam se adaptar ao novo ambiente de consumo e encontrar novos canais de venda, como o e-commerce, e repensar a função da loja física, que pode se tornar um ponto de retirada de compras on-line, espaço de experimentação, atendimento personalizado e relacionamento com os clientes.
Segundo Balotim, o comércio de rua não vai morrer, mas precisará encontrar novas formas de gerar valor para o cliente, integrando os canais físico e on-line e oferecendo conveniência, relacionamento e experiências que a internet não consegue reproduzir.
Fonte: Gazeta Economia


