Uma Luta Contra o Tempo
Católicos de Auburn, no oeste de Nova York, estão correndo contra o tempo para evitar o fechamento e a venda da histórica Igreja da Sagrada Família. A diocese local interditou o prédio em 2024 devido a problemas estruturais, e agora o Vaticano exige provas de financiamento para manter o local ativo.
O Risco de Demolição
A Diocese de Rochester fechou o templo em junho de 2024, alegando que problemas na estrutura tornam o uso da paróquia inseguro. Se os fiéis não conseguirem provar que têm dinheiro para a manutenção e reparos, o Vaticano pode autorizar a venda do imóvel para compradores particulares, o que abre caminho para uma possível demolição ou uso comercial do espaço.
A Exigência do Vaticano
O Vaticano solicitou que o grupo de fiéis, organizado sob a sigla H.O.P.E., demonstre capacidade financeira para comprar, consertar e manter a igreja. O prazo final para apresentar essas garantias de financiamento termina em agosto de 2026. Os organizadores explicam que essa é uma oportunidade única e que não haverá uma segunda chance caso o objetivo não seja atingido.
O Valor Histórico da Igreja
Construída em 1861, durante a Guerra Civil Americana, a igreja é considerada a ‘igreja-mãe’ de Auburn. A cidade foi o local da primeira missa católica no oeste de Nova York no século 19. Além disso, o templo é ligado à memória do Bispo Patrick Byrne, missionário martirizado na Coreia do Norte em 1950, que foi criado na paróquia, e ao famoso Arcebispo Fulton Sheen, que celebrou missa no local.
A Arrecadação de Recursos
Atualmente, o grupo liderado por Karen Odrzywolski não está recebendo dinheiro em espécie. Em vez disso, eles estão coletando ‘compromissos de doação’. São promessas formais de contribuição que servem como prova de viabilidade econômica para a Santa Sé. Até o momento, mais de 300 pessoas, entre famílias e empresas locais, já se comprometeram a ajudar na preservação do patrimônio.
O Plano de Preservação
O objetivo é manter o local para atividades religiosas católicas, mas não necessariamente como uma paróquia tradicional de missas diárias. O plano inclui usar o espaço para grupos de oração, rosários, concertos de música sacra, exposições de arte e visitas guiadas focadas na arquitetura histórica. Mais do que salvar um prédio, a comunidade quer honrar o legado religioso e histórico de Auburn.
Fonte: Gazeta Mundo


