Mobilização dos Caminhoneiros
Caminhoneiros autônomos iniciaram, na madrugada de segunda-feira (13), uma mobilização para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), a colocar em votação a medida provisória que estabelece regras para o transporte de cargas no país, conhecida como “MP do Frete”.
A mobilização, inicialmente tratada como greve, não bloqueia rodovias e nem acesso a portos, apenas uma movimentação pontual no porto de Santos, no litoral de São Paulo, que é o maior e mais importante terminal do país, com entrada e saída de caminhões ocorrendo normalmente.
Objetivos da Mobilização
A “MP do Frete” perde validade nesta quinta-feira (16) sem ser analisada pelo Congresso, o que preocupa sindicatos e associações de motoristas autônomos, e ganhou adesão em diferentes estados.
“Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão.
Principais Pontos da MP do Frete
A “MP do Frete” trata de mudanças para o setor de transporte rodoviário de cargas, incluindo:
- Regras sobre o custo mínimo do frete;
- Ampliação da autonomia da ANTT para fiscalizações;
- Isenção de multas aplicadas em 2022;
- Fim das multas de entre-eixos;
- Salário-base de R$ 5 mil para motoristas celetistas.
Representantes da categoria dizem que Alcolumbre sinalizou a possibilidade de pautar a proposta nos próximos dias. “Esperamos que isso aconteça”, afirmou Chorão.
Fonte: Gazeta Economia


