Introdução da Atemoia no Mercado Brasileiro
A atemoia, um híbrido resultante do cruzamento entre a pinha e a cherimoia, está cada vez mais presente nos mercados brasileiros. Com sua aparência semelhante à da pinha, mas com características únicas, essa fruta está conquistando espaço no hortifruti nacional.
Origem e Características
A atemoia é resultado de experimentos realizados pelo horticultor sueco-americano Peter Jansen Wester, em 1908, com o objetivo de unir as qualidades da cherimoia e da pinha. O nome ‘atemoia’ vem da combinação dos termos ‘ate’, associado à pinha, e ‘moia’, derivado de cherimoia.
Essa fruta se distingue da pinha por sua superfície mais uniforme, formato de coração, e tamanho maior. Além disso, a polpa da atemoia é mais firme, tem menos sementes e combina doçura com uma leve acidez, tornando-a uma opção atraente para os consumidores.
Produção e Comercialização
A atemoia está sendo produzida principalmente no Sudeste brasileiro, com São Paulo como uma das principais referências técnicas e produtivas. A região de Jarinu, Atibaia, Itatiba, Pilar do Sul, Itapetininga, Paranapanema e Catanduva são polos importantes na produção de atemoia.
De acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a atemoia vem mantendo um volume relevante no atacado paulistano, com um aumento significativo na última década. Em 2025, a comercialização na capital paulista alcançou 3.281 toneladas.
Vantagens e Benefícios
A atemoia apresenta várias vantagens em relação à pinha, como uma melhor resistência ao transporte e uma maior durabilidade, o que reduz o risco de perda durante o armazenamento e o transporte. Além disso, a atemoia é rica em vitamina C, potássio, compostos antioxidantes e carboidratos, tornando-a uma opção saudável para a alimentação.
No entanto, é importante consumir a atemoia com moderação, pois o consumo excessivo pode levar a picos glicêmicos. Também é fundamental evitar a ingestão das sementes, que contêm compostos que podem ser prejudiciais à saúde.
Conclusão
A atemoia está cada vez mais presente no mercado brasileiro, oferecendo uma alternativa saudável e saborosa à pinha. Com sua produção em expansão e sua comercialização em crescimento, essa fruta promete se tornar uma opção popular entre os consumidores brasileiros.
Fonte: Gazeta Brasil


