Excomunhão e Cisma
Poucos dias após a excomunhão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) pelo Vaticano, um dos sacerdotes do grupo, o padre Georg Kopf, afirmou que espera que a comunidade tradicionalista volte a ser acolhida pela Igreja Católica sob um futuro pontífice.
A declaração foi feita durante uma missa na cidade de Wil, no nordeste da Suíça, onde o sacerdote expressou sua fé na possibilidade de reconciliação.
Declaração do Padre Georg Kopf
“Um dia haverá outro papa que abrirá a porta e nos acolherá de volta. Assim como o papa Bento XVI”, afirmou o sacerdote, em referência a Bento XVI, que suspendeu a excomunhão imposta ao grupo em 2009.
Kopf também negou que a decisão da fraternidade tivesse como objetivo romper definitivamente com Roma. “Nada do que aconteceu em 1º de julho teve a intenção de estabelecer uma igreja paralela ou romper com Roma”, declarou durante o sermão.
Contexto da Crise
A crise teve início na última terça-feira (1º), quando a FSSPX consagrou quatro novos bispos – o suíço Pascal Schreiber, o americano Michael Goldade e os franceses Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier – durante uma cerimônia realizada em Ecône, na Suíça.
Segundo o direito canônico, a ordenação episcopal sem mandato pontifício configura um ato de cisma e acarreta excomunhão automática para os bispos envolvidos.
Reações do Vaticano
No dia seguinte, o Vaticano confirmou a sanção, declarou oficialmente o grupo em cisma e informou que havia tentado evitar a ruptura.
O Dicastério para a Doutrina da Fé também publicou orientações destinadas aos bispos do mundo inteiro para facilitar o retorno de sacerdotes da FSSPX à plena comunhão com a Igreja.
O que é a FSSPX
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) foi fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre e tornou-se o principal movimento católico tradicionalista contrário a diversas reformas promovidas pelo Concílio Vaticano II.
Com sede na Suíça e presença em diversos países, incluindo o Brasil, a FSSPX mantém a celebração da missa exclusivamente em latim e rejeita mudanças introduzidas pela Igreja nas últimas décadas.
Fonte: Gazeta Mundo


