InternacionalAgências de inteligência compram dados de publicidade na internet para vigiar cidadãos

Agências de inteligência compram dados de publicidade na internet para vigiar cidadãos

Agências de inteligência e a compra de dados de publicidade

Agências de inteligência de diversos países estão comprando dados pessoais de cidadãos obtidos por empresas privadas, incluindo históricos detalhados de localização por celular, hábitos de navegação e perfis comportamentais. Esses dados são coletados por meio do sistema de publicidade online e podem ser usados para monitorar deslocamentos, identificar celulares e reconstruir a rotina de uma pessoa.

Como os dados chegam às agências

O processo começa quando uma pessoa abre um aplicativo ou site com anúncios. O sistema de publicidade online coleta informações sobre o usuário, como localização aproximada ou precisa, tipo de aparelho, endereço de IP, aplicativo usado, interesses e outros sinais de comportamento. Esses dados são reunidos em um pacote enviado a empresas interessadas em comprar aquele espaço publicitário.

A indústria que vende vigilância aos governos

O setor de Adint (inteligência publicitária) movimenta bilhões de dólares e envolve ao menos 15 empresas identificadas pelo jornal francês Le Monde. A maioria dessas empresas tem sede em Israel e foi fundada por ex-integrantes dos serviços de inteligência ou das Forças Armadas israelenses. Outras operam nos Estados Unidos e na Europa.

O que as agências podem descobrir sobre você

Os dados usados por essas ferramentas são apresentados como anônimos, mas podem ser revertidos para identificar uma pessoa real. Empresas do setor oferecem formas de cruzar esses dados com outros bancos de dados, como registros vazados na internet, cadastros comerciais, endereços e nomes. Com isso, um código que parecia anônimo pode ser associado a uma pessoa real.

Europa também usa esse tipo de vigilância

O uso de dados publicitários para vigilância também avançou na Europa. Segundo o estudo do Interface, a Adint se tornou uma das principais fontes de dados usadas por serviços de segurança no continente, apesar da regulação do serviço ainda ser escassa ou inexistente em vários países europeus.

IA amplia o poder de vigilância

A inteligência artificial tornou esse tipo de vigilância mais poderoso. Antes, o volume de dados dificultava a análise manual. Agora, sistemas automatizados conseguem cruzar milhões de registros de localização, identificar padrões de comportamento, mapear relações entre pessoas e apontar deslocamentos prováveis.

Compra de dados dribla exigência de mandado judicial

Ao comprar dados de empresas privadas, o governo contorna exigências legais, como uma autorização judicial. Como essas informações não são coletadas diretamente por órgãos públicos, muitas vezes escapam das regras aplicadas a escutas telefônicas, pedidos a operadoras ou outras formas tradicionais de vigilância estatal.

Fonte: Gazeta Mundo

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
chuva fraca
24 ° C
24 °
24 °
88%
2.6m/s
100%
sáb
34 °
dom
30 °
seg
31 °
ter
32 °
qua
24 °