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Por Camila Abrão
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19/06/2026 às 17:14
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O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (19) que "nunca foi próximo" do também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No início do ano, Zema chegou a ser cotado como possível vice na chapa de Flávio.
“Nós nunca fomos próximos. Estive mais próximo do Bolsonaro, porque fui governador enquanto ele era presidente, apoiei ele em 2022, eu fui reeleito em primeiro turno em Minas Gerais. Foi um presidente que levou coisas boas para os mineiros e com o senador não tive muito contato”, disse o ex-governador de Minas Gerais à CBN Recife.
Zema voltou a criticar a ligação de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras.
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Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que o senador teria negociado R$ 134 milhões em investimentos de Vorcaro para o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.
Em seguida, o senador confirmou o pedido, mas negou qualquer irregularidade. Flávio também admitiu ter visitado Vorcaro, em São Paulo, um dia após o banqueiro deixar a prisão.
Ainda em maio, o ex-governador classificou o episódio como um “tapa na cara”, causando desconforto entre o Novo e o PL, que são aliados em diversos estados. Diante do impasse, ele baixou o tom contra Flávio.
Os dois chegaram a se reunir na 21ª edição da Megaleite, em Belo Horizonte (MG), e defenderam a união da direita contra o PT. No entanto, Zema voltou a condenar a relação do senador com o banqueiro no último dia 12.
“Eu fiquei indignado [com a proximidade dos dois], expressei a minha indignação e não mudo em nada. Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, afirmou o presidenciável do Novo durante sabatina promovida pelo Brasil Paralelo, no YouTube.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu um “rompimento geral” entre o Novo e o PL. Zema minimizou a sugestão de Eduardo, apontando que ele parece ter “vestido a carapuça”. Na segunda (15), Flávio defendeu o financiamento do filme pelo empresário.
“A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vi as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim, a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno", disse o senador durante um evento promovido pela revista Veja, em São Paulo.
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Fonte: Gazeta Política


