UFC Freedom 250: um evento inédito
O gramado sul da Casa Branca receberá neste domingo (14) o UFC Freedom 250, um evento inédito idealizado por Donald Trump para celebrar seus 80 anos e o Dia da Bandeira. O evento une o mundo das lutas ao patriotismo americano, contando com a presença de militares e a estrela brasileira Alex ‘Poatan’ Pereira.
Objetivo do evento
A intenção é transformar a residência oficial em um palco de celebração do orgulho nacional. O evento faz parte das comemorações do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos. Para reforçar esse tom patriótico, milhares de militares foram convidados, e a programação inclui bandas marciais, salto de paraquedistas do Exército e shows de música country, encerrando com uma grande queima de fogos de artifício no jardim presidencial.
Lutadores brasileiros
O grande destaque é Alex ‘Poatan’ Pereira, atual campeão dos meio-pesados, que sobe de categoria para enfrentar o francês Ciryl Gane pelo título interino dos pesos-pesados (até 120 kg). Além dele, o evento conta com Mauricio Ruffy no peso-leve e Diego Lopes no peso-pena. A participação de brasileiros de alto nível reforça a importância global do país no MMA, mesmo em um evento focado no nacionalismo dos Estados Unidos.
Estrutura para as lutas
A organização levantou uma estrutura monumental chamada ‘The Claw’ (A Garra). Trata-se de um arco de iluminação metálico com 28 metros de altura e mais de 540 toneladas que fica suspenso sobre o octógono. A peça foi fabricada na Europa e transportada por mar e terra até Washington. Todo o custo da montagem e do evento, estimado em mais de 60 milhões de dólares (cerca de 311 milhões de reais), foi pago integralmente pelo UFC, sem uso de dinheiro público.
Problemas na justiça americana
Ativistas e um veterano de guerra entraram com uma ação judicial para tentar barrar as lutas. Eles alegam que o governo violou regras federais ao permitir um evento esportivo privado em solo público sem aprovação do Congresso ou avaliações ambientais. Outro ponto polêmico é um possível conflito de interesses, já que o presidente possui investimentos em ações da empresa que controla o UFC. O governo rebateu as críticas, afirmando que a suspensão causaria prejuízos enormes a atletas e patrocinadores.
Reação dos políticos americanos
O clima é de divisão total. Políticos do Partido Republicano e aliados do governo elogiaram a ideia, descrevendo o simbolismo de ver lutadores saindo do Salão Oval direto para o combate. Por outro lado, membros do Partido Democrata e críticos ferrenhos utilizaram as redes sociais para ironizar o evento, questionando o foco do governo em entretenimento de lutas enquanto o país enfrenta desafios econômicos como o custo de vida e da saúde.
Fonte: Gazeta Mundo


