Contrato polêmico
O sindicato Sinal-DF pagou R$ 300 mil à atriz Luana Piovani para criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central. A revelação do contrato gerou polêmica sobre o uso de recursos sindicais para influenciar decisões políticas e econômicas no Senado.
Motivo da contratação
A atriz foi contratada para dar visibilidade a uma campanha contra a PEC 65/2023. O sindicato defende que a mudança pode tirar o caráter público do Banco Central. A presidente da entidade sugeriu o nome de Luana por sua influência em temas sociais e grande alcance nas redes sociais.
Críticas feitas pela atriz
A atriz afirmou que a proposta tornaria o órgão independente do governo e vulnerável ao mercado financeiro. No entanto, especialistas apontam que essas afirmações são imprecisas e não possuem relação direta com o texto da PEC.
Autonomia do Banco Central
Economistas explicam que autonomia significa dar liberdade técnica para o banco controlar a inflação sem sofrer pressão política de governos de turno. Isso ajuda a proteger o valor do dinheiro da população.
Investimentos do sindicato
O pagamento de R$ 300 mil para a atriz faz parte de uma estratégia de comunicação maior. Além desse valor, o Sinal-DF destinou R$ 250 mil para elaborar uma nota técnica e outros R$ 250 mil para impulsionar ações digitais. No total, os investimentos sindicais contra a autonomia administrativa e financeira da autoridade monetária somam R$ 800 mil.
Tramitação da PEC no Senado
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora aguarda votação no plenário do Senado. Se aprovada, o Banco Central deixa de depender do orçamento da União e passa a gerir suas próprias receitas.
Fonte: Gazeta Economia


