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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Vinicius Macia
Por Vinicius Macia
02/06/2026 às 14:07
02/06/2026 às 14:07
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Em mais um capítulo da crise interna no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (ASSIBGE) divulgou um artigo nesta segunda-feira (1º) relatando uma conduta do presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no aniversário de 90 anos do Instituto, que classificou como autoritária e contraditória com a postura progressista do economista.
"Na ocasião, um diretor da Executiva Nacional da ASSIBGE aproximou-se do presidente para, mais uma vez, tentar estabelecer um canal de interlocução institucional. A tentativa, porém, foi frustrada. O dirigente sindical e outros companheiros presentes no local relataram que o presidente reagiu de forma irritada e chegou a afirmar que os representantes sindicais seriam bolsonaristas", relata a entidade sindical.
O sindicato acrescenta que o fato é mais grave porque parte de alguém que "recorre ao vocabulário crítico e progressista enquanto, na prática, tenta deslegitimar a organização coletiva e esvaziar a capacidade de resistência de quem ousa discordar".
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A crise também envolve uma suspeita de interferência nos dados do Produto Interno Bruto (PIB) por parte do Ministério Público. O órgão pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) o afastamento de Pochmann para averiguar se a exoneração da então coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, teve motivação política.
"A produção de estatísticas oficiais — especialmente aquelas relacionadas às Contas Nacionais e ao Produto Interno Bruto — pressupõe estabilidade das equipes técnicas, respeito a padrões metodológicos internacionais e proteção contra interferências de natureza política ou personalista", argumenta a representação.
Criação de instituto e promessas frustradas iniciaram estranhamento
Pochmann tomou posse na sede da ASSIBGE, prometendo diálogo e resposta a demandas antigas, como a constituição de um congresso interno. Em vez disso, lançou o projeto Diálogos IBGE e, com base nele, a Fundação IBGE+, destinada a obter recursos privados para financiar pesquisas.
A iniciativa desagradou servidores e motivou um abaixo-assinado contra o presidente, além da inclusão na representação do Ministério Público: o procurador Júlio Marcelo de Oliveira explica que tal criação só é possível por meio de lei, não apenas por um registro em cartório, como ocorreu no caso.
Agora, o sindicato atribui ao episódio ocorrido no evento no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, um agravamento das tensões e do distanciamento entre cúpula e servidores. Para a entidade, Pochmann tenta transformar "a divergência em hostilidade e o dissenso em pretexto para o silenciamento".
"Por fim: com tiranos, não combinam brasileiros corações. E com trabalhadores organizados, não há projeto autoritário que se imponha sem resistência", conclui o artigo.
Servidora nega risco de contaminação ideológica
Mesmo com os problemas, a economista Clician Oliveira, representante do sindicato, nega que haja risco de contaminação das estatísticas, uma vez que já há consolidada a prática de denunciar qualquer tentativa de interferência político-ideológica.
Mesmo assim, o instituto tem chamado a atenção pela publicação de mapas com o Brasil no centro e invertidos em relação ao que tradicionalmente é praticado, com o norte acima e o sul abaixo. A "inversão" do mapa-múndi é utilizada por grupos de esquerda para sinalizar uma subversão ao domínio econômico e cultural de países europeus e dos Estados Unidos.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a presidência e a assessoria de comunicação do IBGE. O espaço segue aberto para manifestação.
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Fonte: Gazeta Política


