Por Isabella de Paula
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02/06/2026 às 14:41
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou perante o Senado nesta terça-feira (2) que a América Latina está "repleta" de países aliados de Washington, algo que considerou uma “conquista importante”. No entanto, ele citou o Brasil na lista de exceções ao lado de ditaduras como a da Venezuela, Nicarágua e Cuba.
“Em termos gerais, trata-se agora de uma região repleta de aliados dos EUA, de líderes afins aos EUA e de uma orientação favorável aos EUA”, afirmou durante uma audiência no Senado americano.
O chefe da diplomacia americana apontou, no entanto, “a exceção da Nicarágua, de Cuba e, obviamente, da Venezuela, que continua apresentando alguns desafios, e, é claro, do Brasil, embora esteja em meio a um ciclo eleitoral, e, em certa medida, também do atual governo da Colômbia, cujo presidente tem sido problemático”.
Rubio ressaltou que a região conta agora com “uma coalizão de países amigos” que se alinharam para trabalhar nas “difíceis questões de segurança”, em alusão ao Escudo das Américas, uma aliança impulsionada pelo presidente Donald Trump para combater o tráfico de drogas e à qual aderiram governos de direita como os da Argentina, Chile, Equador e El Salvador.
O secretário de Estado afirmou que esta é uma “conquista importante” com a qual se sente satisfeito, após o que ele classifica como 20 anos de “abandono” dos EUA na região, um período que, em sua opinião, foi aproveitado pela China para “penetrar” no continente.
Desde o retorno de Trump ao poder, países da região como Bolívia, Honduras ou Chile têm se voltado para a direita.
Da mesma forma, o direitista Abelardo de la Espriella foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais colombianas no último domingo e aspira suceder o atual presidente, o esquerdista Gustavo Petro, com quem Trump tem mantido uma relação marcada por atritos.
Na Venezuela, os EUA afirmam manter uma tutela desde a captura do ditador Nicolás Maduro e, em Cuba, Trump ameaçou “assumir o controle” da ilha para forçar uma mudança política.
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Fonte: Gazeta Mundo


