Risco-país em declínio
O índice risco-país da Argentina alcançou seu ponto mais baixo desde 2018, fechando em 450 pontos na última quinta-feira, de acordo com o indicador do banco JP Morgan. Essa queda significativa se deve a uma forte alta nos títulos argentinos.
Fatores contribuintes
Um relatório da empresa de serviços financeiros Balanz apontou que a classificação da Argentina na categoria B- por duas das três principais agências de classificação de risco deve ajudar a reduzir o risco-país devido ao influxo de fundos institucionais que agora podem investir em títulos argentinos. Além disso, o acúmulo de reservas pelo Banco Central por meio de fortes compras de moeda estrangeira no mercado também contribuiu para a melhora do índice.
Apoio do FMI
A aprovação das metas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) também foi um fator importante, liberando o saldo devedor de US$ 1 bilhão e reiterando seu apoio ao governo argentino. Quando o presidente Javier Milei assumiu a presidência, em 2023, o índice relacionado ao país estava em um patamar aproximado de 1.400 pontos mais elevado.
O índice elaborado pela JP Morgan mede o diferencial entre os rendimentos dos títulos argentinos e os do Tesouro dos EUA. Com a queda nessa diferença, a confiança dos investidores estrangeiros aumenta e facilita novas captações para o país. Até o momento, neste ano, o Banco Central captou mais de US$ 10,5 bilhões, ultrapassando com tranquilidade a meta anual de US$ 10 bilhões estabelecida.
Fonte: Gazeta Mundo


