Introdução à Crise
Cinco meses após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, o regime venezuelano enfrenta uma crise interna sem precedentes. A líder interina Delcy Rodríguez enfrenta críticas ferozes de alas radicais por autorizar exercícios militares americanos em Caracas e buscar aproximação diplomática com Washington.
Mudanças na Relação entre Venezuela e EUA
Desde que assumiu o comando, Delcy Rodríguez promoveu mudanças drásticas, restabelecendo voos diretos entre Miami e Caracas, reabriu a embaixada americana e permitiu que empresas de petróleo voltassem a operar sob supervisão dos EUA. Mais recentemente, autorizou um exercício militar dos fuzileiros navais americanos na capital venezuelana.
Críticos de Delcy Rodríguez
As críticas mais pesadas partem de figuras históricas do movimento chavista, como a deputada Iris Varela e a ex-ministra Mary Pili Hernández. Elas acusam a líder interina de traição e submissão aos interesses de Washington.
Causas da Divisão
Especialistas apontam que o racha não é apenas ideológico, mas uma disputa por poder e sobrevivência financeira. Enquanto Delcy tenta estabilizar a economia reatando laços com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os EUA, setores radicais e militares que enriqueceram em esquemas ilícitos temem perder sua imunidade.
Papel da Oposição
A desunião do chavismo abre uma janela de oportunidade para os grupos democráticos. A líder Maria Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, classifica o governo de Delcy como insustentável e tenta ser a interlocutora para uma transição.
Risco de Revolta Militar
O risco é considerado elevado. Embora Delcy tenha reformulado o Ministério da Defesa e trocado o comando das tropas para afastar aliados de Maduro, ainda há muitos oficiais de médio escalão que se sentem ameaçados pelas novas diretrizes.
Fonte: Gazeta Mundo


