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Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Juliet Manfrin
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16/06/2026 às 16:09
16/06/2026 às 16:09
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro admitiu que um contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes foi uma estratégia para se aproximar do magistrado. A revelação surgiu em uma proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR.
Qual era o objetivo de Daniel Vorcaro ao contratar o escritório Barci de Moraes?
Vorcaro admitiu que o contrato milionário tinha como finalidade buscar uma aproximação com o ministro Alexandre de Moraes, do STF. No entanto, o empresário afirma que o contrato era legal e que jamais recebeu qualquer benefício, favorecimento ou decisão judicial favorável vinda do ministro em troca desses pagamentos.
Quanto foi pago pelo Banco Master ao escritório de advocacia?
O contrato total previa o pagamento de R$ 129 milhões em 36 parcelas. Segundo dados obtidos com a Receita Federal, foram quitadas 22 parcelas, totalizando R$ 80,2 milhões. Esses pagamentos ocorreram até o período próximo à prisão de Vorcaro e à liquidação do Banco Master, em novembro de 2025.
Existem provas de que houve troca de mensagens entre o banqueiro e o ministro?
Investigações da Polícia Federal encontraram mensagens no celular de Vorcaro que sugerem diálogos com o ministro, incluindo perguntas sobre bloqueios judiciais. O STF e o gabinete de Moraes negam a autoria das respostas, afirmando que os textos estariam vinculados a outros contatos da lista do empresário e não ao celular do magistrado.
A intenção de se aproximar de uma autoridade é considerada crime?
Juristas explicam que a simples intenção de aproximação ou a manutenção de relações sociais não configuram crime no Brasil. Para haver punição por corrupção ou advocacia administrativa, as autoridades precisariam de provas concretas de que houve uma vantagem indevida em troca de uma decisão oficial do agente público, o que ainda não foi demonstrado.
Por que a proposta de delação premiada de Vorcaro foi rejeitada?
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República recusaram o acordo por entenderem que as declarações de Vorcaro pareciam uma tentativa de 'blindar' ou absolver Alexandre de Moraes de suspeitas. Investigadores acreditam que o empresário omitiu explicações sobre mensagens comprometedoras enviadas no dia de sua prisão.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


