Ponte do Esqueleto e a Questão da Segurança
A Prefeitura de Limeira decidiu instalar uma placa na Ponte do Esqueleto, especificando que o local é propriedade do governo federal. Essa medida foi tomada após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em um salto de rope jump sem corda, o que gerou cobranças por segurança no local.
Medidas da Prefeitura
A Prefeitura de Limeira, liderada pelo prefeito Murilo Félix (Podemos), anunciou a instalação da placa na última quinta-feira (18). Além disso, a prefeitura havia fechado acessos irregulares à ponte anteriormente. O prefeito destacou que, apesar do apoio operacional, o município ainda aguarda ações estruturais do governo federal, incluindo a possibilidade de demolição da ponte.
Contexto da Ponte do Esqueleto
A Ponte do Esqueleto recebeu esse nome devido ao fato de nunca ter sido concluída, restando apenas os pilares e vigas. Originalmente, a ponte foi projetada para uso ferroviário, mas com a extinção da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o projeto foi abandonado.
Investigação do Acidente
Os três instrutores que participaram do salto de rope jump com Maria Eduarda foram presos sob suspeita de homicídio com dolo eventual. No entanto, a defesa e outros juristas argumentam que o caso pode ser considerado homicídio culposo, uma vez que não havia intenção de causar um resultado fatal.
Uma testemunha, o pedagogo Rafael Goulart, deu um depoimento à TV Globo que pode complicar a situação dos réus, afirmando que um dos instrutores tentou remover equipamentos do corpo da vítima após o acidente.
A diferença entre bungee jump e rope jump é crucial, pois no rope jump, o salto ocorre com uma corda, e não com um elástico, o que faz com que o impacto seja amortecido pelo efeito de pêndulo após a queda. Maria Eduarda optou pela modalidade ‘aviãozinho’ durante o salto.
Fonte: Gazeta Brasil


