Investigação avança
A Polícia Federal conseguiu desbloquear o aparelho de telefone celular utilizado pelo ex-governador fluminense Cláudio Castro e espera avançar nas investigações sobre as relações que o político supostamente tinha com o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, e com o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit.
Segundo fontes a par das investigações, o desbloqueio ocorreu na última semana e pode fornecer novas informações sobre as relações de Castro com os empresários.
Contexto das investigações
Cláudio Castro é investigado em dois casos por utilizar a máquina pública do governo em benefício próprio e das empresas dos empresários. Ele nega o envolvimento nos dois casos e desistiu de disputar a eleição para o Senado pelo estado do Rio de Janeiro.
Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de uma semana no final do mês de maio, como a Sem Refino, que investiga o envolvimento em um esquema de sonegação de impostos da refinaria Refit, e a oitava fase da Operação Compliance Zero, por facilitar o aporte de R$ 3,6 bilhões da Rioprevidência em títulos de risco do Banco Master.
Relações com Magro e Vorcaro
Investigadores da Polícia Federal afirmam que Castro se utilizou do mesmo modo de operação para se aproximar mutuamente de empresários e operadores do mercado financeiro, com reuniões e viagens que geravam decisões administrativas para favorecer interesses privados.
A apuração inicial ocorreu para apurar o envolvimento de Castro com Magro para a sonegação de impostos, e o relacionamento com Vorcaro para a aplicação bilionária de recursos da Rioprevidência no Banco Master decorreu da análise do que foi encontrado.
Próximos passos
A Polícia Federal investiga possíveis crimes de corrupção passiva, gestão fraudulenta, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. Até o momento, Cláudio Castro nega irregularidades e afirma, por meio da defesa, que não participou de decisões técnicas da Rioprevidência.
Fonte: Gazeta Política


