Contestação do resultado
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que não aceita os resultados da contagem preliminar de votos das eleições presidenciais divulgados pela Registraduría Nacional. Segundo os números, o candidato da direita Abelardo de la Espriella seria o mais votado, com 43% (10 milhões de votos).
Petro questionou o sistema eletrônico utilizado no processo eleitoral e afirmou que só reconheceria uma apuração oficial dos juízes da República. Ele sustentou que a contagem inicial baseia-se em um software que apresentaria inconsistências em relação ao censo eleitoral oficial.
Inconsistências no censo
De acordo com Petro, existem dois censos no momento: o oficial e o do software, que tem 800 mil pessoas a mais. Além disso, ele afirmou que algumas seções eleitorais contestadas demonstram que centenas de milhares de votos foram adicionados, embora sem provas para sustentar a acusação.
Empresa no centro da discussão
O presidente também fez alusão aos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista, proprietários da Thomas Greg & Sons, empresa que está no centro de uma disputa com o governo devido ao contrato de emissão de passaportes e participação em diferentes processos eleitorais no país.
Ele fez referência a uma discussão de abril do ano passado, em que Petro citou um suposto relatório de inteligência. Segundo o texto mencionado pelo presidente, os irmãos Bautista teriam oferecido algoritmos para favorecer De la Espriella — o que foi rejeitado pela equipe do candidato na época.
Votos na Colômbia
Apesar da menção a um sistema eletrônico, a Colômbia usa urnas com cédulas de papel. Os votos são apurados e transmitidos a um centro de computação, um sistema híbrido que garante rapidez na apuração.
Fonte: Gazeta Mundo


