Papa Leão XIV pede desculpas pela participação da Igreja Católica na escravidão
O Papa Leão XIV pediu desculpas pela participação da Igreja Católica na escravidão em sua encíclica Magnifica Humanitas, de 15 de maio. O Papa explicou que, embora a Igreja nunca tenha ensinado doutrinariamente que a escravidão era moralmente boa ou neutra, católicos individuais e algumas instituições eclesiásticas participaram da escravidão na antiguidade e na Idade Média.
Contexto histórico
O Papa Leão XIV citou quatro bulas papais dos anos 1400 como exemplos de quando a Santa Sé buscou regular e legitimar a subjugação: Sicut Dudum e Etsi Suscepti do Papa Eugênio IV, e Dum Diversas e Romanus Pontifex do Papa Nicolau V. No entanto, ele também destacou que a Igreja gradualmente chegou a uma consciência mais profunda da gravidade dessas questões.
Bulas papais e a escravidão
As bulas de Nicolau V autorizavam explicitamente a escravização em certos casos, enquanto as bulas de Eugênio IV condenavam a escravização de convertidos ao cristianismo sem condenar a instituição da escravidão como um todo. O Papa Leão XIV também citou a bula papal Sublimis Deus do Papa Paulo III, em 1537, que repreendeu fortemente a escravização de indígenas americanos.
A oposição cristã à escravidão
A oposição cristã à escravidão está enraizada nos ensinamentos de Jesus Cristo, que reafirma a dignidade inerente de cada pessoa humana. São Paulo escreveu sobre a escravidão várias vezes, destacando a igual dignidade humana de escravo e senhor. A Igreja Católica tem uma longa história de oposição à escravidão, com vários papas emitindo declarações antiescravidão ao longo dos séculos.
Fonte: Gazeta Mundo


