Operação contra o PCC
Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um advogado que já atuou como estagiário da própria promotoria. Os três são suspeitos de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC) no órgão.
Investigação e prisões
A Gazeta do Povo apurou que o alvo dos suspeitos seria o promotor Amauri Silveira Filho, que atua na cidade de Campinas e chefiava uma investigação contra empresários suspeitos de ligação com o PCC para o cometimento de crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.
A operação desta manhã é um desdobramento de outras duas realizadas no ano passado pelo Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Além das prisões, um policial penal também foi alvo de mandados nesta manhã, junto de outras dez ordens de busca e apreensão.
Desdobramentos da investigação
De acordo com as apurações que levaram à deflagração da Operação Infiltrados, o chefe de investigadores preso exercia suas funções na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas durante apurações que miravam um suposto atentado contra o promotor e um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
Os investigadores apontam que ele teria utilizado sua posição para favorecer interesses da organização criminosa. Já o ex-estagiário do Ministério Público, que atualmente atua como advogado, trabalhava em uma promotoria criminal de Campinas à época dos fatos investigados.
Segundo a apuração, ele teria contado com o auxílio do ex-policial civil também preso na operação. Vídeos apreendidos pelo Gaeco durante as investigações mostram o encontro realizado entre os investigados às vésperas da deflagração da operação que frustrou o suposto atentado contra o promotor.
Fonte: Gazeta Brasil


