Retomada do tráfego
Após a assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra, o Estreito de Ormuz voltou a registrar a passagem de navios. De acordo com a empresa de rastreamento de embarcações Windward, sete navios que estavam retidos há mais de 100 dias começaram a atravessar a rota.
Os navios, que incluíam cinco embarcações da China, uma da França e uma da Itália, iniciaram a travessia logo após a assinatura do acordo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Irã, na quarta-feira (17). O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou que o navio italiano Grande Torino foi uma das primeiras embarcações a cruzar o Estreito de Ormuz após o acordo.
Impacto do acordo
O acordo entre os EUA e o Irã prevê a interrupção imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. O presidente Trump afirmou que os EUA esperam um “cessar-fogo completo em todas as frentes” e pediu que todos os envolvidos no Oriente Médio mantenham seus compromissos enquanto as negociações avançam.
A reabertura do Estreito de Ormuz representa um dos primeiros efeitos práticos do acordo. O estreito é uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural, e sua reabertura deve ter um impacto positivo na economia global.
Normalização do tráfego
Embora o tráfego no Estreito de Ormuz tenha sido retomado, analistas do setor marítimo avaliam que a normalização completa ainda deve ocorrer de forma lenta. Relatórios de inteligência marítima apontam que o fluxo de embarcações continua abaixo dos níveis anteriores ao início da guerra, em fevereiro, e que operadores mantêm cautela diante de riscos operacionais na região.
Fonte: Gazeta Mundo
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