Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
19/06/2026 às 18:40
19/06/2026 às 18:40
Ouça este conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento à Polícia Civil no próximo dia 23 de junho, às 15h.
A decisão ocorre no âmbito das investigações sobre uma pistola Glock 9mm de propriedade do ex-presidente, que foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante uma blitz no início da semana.
A oitiva foi solicitada pela Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias em que o armamento foi retirado da residência de Bolsonaro.
VEJA TAMBÉM:
Lindbergh pede que Bolsonaro volte à prisão por arma encontrada em blitz
O ministro estipulou que o depoimento ocorra na prisão domiciliar, justificando a necessidade do modelo presencial devido à restrição de uso de comunicações eletrônicas impostas a Bolsonaro.
Além do depoimento, Moraes deu um prazo de 48 horas para que a defesa comprove a contratação de um profissional de saúde para o acompanhamento noturno de Bolsonaro, conforme determinado em decisões anteriores.
O relator também pediu que os advogados informem se os agentes de segurança cedidos ao ex-presidente são dispensados durante o período da noite.
Blitz e apreensão de arma
O incidente que motivou a investigação ocorreu na noite de segunda-feira (15), quando um veículo oficial utilizado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga.
No assoalho do carro, policiais encontraram a pistola e um carregador sobressalente. O condutor, o sargento Estácio Leite da Silva Filho, afirmou que levava a arma para conserto devido a uma "pane no percussor".
A PMDF disse ao STF que os veículos do GSI que ficam em via pública não passam por vistorias constantes, ao contrário dos carros que entram ou saem efetivamente da garagem da residência de Bolsonaro.
Explicação da defesa de Bolsonaro a Moraes
Os advogados alegaram, em manifestação enviada ao STF, que o ex-presidente notou que o mecanismo da arma estava "frouxo" ao manuseá-la e pediu auxílio ao sargento do GSI para identificar a falha, sem saber que sua própria equipe de segurança havia removido o percussor — peça essencial para o disparo.
Segundo a defesa, a segurança decidiu tornar a arma inoperante, sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, após observar que ele vinha fazendo uso de medicamentos psiquiátricos capazes de afetar sua cognição.
Os advogados sustentam que tais medicações foram, inclusive, determinantes no episódio ocorrido em novembro de 2025, quando o ex-presidente tentou romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, o que resultou na revogação temporária de sua liberdade na época.
A defesa classificou a situação como uma "mera coincidência" em relação ao fim do prazo de 90 dias da sua prisão domiciliar, previsto para o final deste mês. Bolsonaro cumpre atualmente uma pena total de 27 anos e 3 meses de prisão. O benefício foi concedido em março de 2024 para que ele pudesse se recuperar de uma broncopneumonia.
VEJA TAMBÉM:
Parecer da PGR aumenta pressão, mas não tira de Moraes controle sobre Lei da Dosimetria
PT racha e ala pede saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado
MP de Lula exige nota mínina no Enamed para exercício da medicina no Brasil
Você pode se interessar
Trump chama Lula de "volátil" após críticas do petista no G7
Trump chama Lula de "volátil" após críticas do petista no G7
Vice dos EUA confronta Israel após acordo de Trump com o Irã
Vice dos EUA confronta Israel após acordo de Trump com o Irã
O que é a marcha de mulheres que contrariou o movimento trans?
O que é a marcha de mulheres que contrariou o movimento trans?
Janja reclama da falta de reconhecimento a ela no governo de Lula
Janja reclama da falta de reconhecimento a ela no governo de Lula
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
El Niño caminha para ser o mais forte desde 1950 e deve deixar marcas no campo e na cidade
Parecer da PGR aumenta pressão, mas não tira de Moraes controle sobre Lei da Dosimetria
Vitória de Mendonça no STF e ação contra Jaques Wagner embalam caso Master e preocupam Alcolumbre
Trump chama Lula de “volátil” e diz que observou os discursos do petista
Tudo sobre:
Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro
Polícia Civil
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


