Erro político
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou que o governo Lula cometeu um erro político ao priorizar a ambição de ter maioria qualificada no Senado e na Câmara.
Para ele, o Planalto deveria “cuidar bem” dos parlamentares que já integravam a base aliada, para que se mantivesse, ao menos, a maioria simples.
Análise do ministro
“Qual foi o erro político desse terceiro mandato do presidente Lula? A obsessão de ter dois terços na Câmara e no Senado, que era impossível. […] A gente saiu do resultado da eleição de 2022 com 39 senadores. Bastava que a gente cuidasse bem deles, buscasse dialogar com mais parlamentares e teríamos uma maioria simples que é o que um governo precisa para 95% das matérias que chegam ao Parlamento”, disse Wellington.
Mudanças na base aliada
Em setembro de 2025, União Brasil e PP anunciaram que desembarcariam da bancada governista, em meio à consolidação da federação União Progressista. Com isso, 12 senadores e 101 deputados passaram a ser, ao menos formalmente, oposição.
Perspectivas para as eleições
Para Wellington, há a possibilidade de que a formação de palanques nas eleições auxilie no diálogo, ampliando as chances de conseguir mais apoio nas duas Casas. A moeda de troca para este aperto de mãos seria o protagonismo no anúncio de obras e medidas do governo federal em cada região.
“É no estado e em cada município que as coisas acontecem. Se a gente tem esse compromisso e valoriza esse parlamentar para ser a referência do que o governo faz ali, eles passam a ser protagonistas, representando e com apoio governamental para as políticas. A população valoriza e daí nasce a fidelidade”, explicou.
Fonte: Gazeta Política


