PolíticaMendonça sinaliza risco à própria vida após assumir relatoria do caso Master

Mendonça sinaliza risco à própria vida após assumir relatoria do caso Master

Ministro do STF expressa preocupação com segurança pessoal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou preocupação com a segurança pessoal após assumir a relatoria dos processos referentes ao Banco Master na Corte. Mendonça já acumulava os processos relativos ao escândalo do roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS.

Investigação e pressão

A sinalização da preocupação ocorreu durante o julgamento da Segunda Turma que manteve as prisões do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, e do primo do empresário, Felipe Cançado. Mendonça afirmou que talvez seja simples acabar com a investigação, bastando algum atentado contra a integridade física do relator, e que o polo mais frágil é ele mesmo.

Relatos de pessoas próximas apontam que Mendonça tem sofrido forte pressão por não barrar as investigações do esquema bilionário envolvendo Vorcaro e membros dos Três Poderes da República. Antes dele, a relatoria do caso era tocada por Dias Toffoli, que deixou o cargo após a revelação de que foi sócio dos irmãos em um hotel de luxo no interior do Paraná que negociou cotas com um fundo ligado ao Banco Master.

Desdobramentos da investigação

O desenrolar das investigações também respingou no colega Alexandre de Moraes, que teria conversado com Vorcaro um dia antes do empresário ser preso pela primeira vez no ano passado, e o contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da esposa do magistrado com o banco. Posteriormente, parlamentares também entraram na mira da Polícia Federal, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria recebido R$ 6 milhões em mesadas do empresário, além de ter viagens caras bancadas por ele em troca de favores políticos.

Mais recentemente, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também foi tragado pelo caso após áudios vazados à imprensa revelarem que ele cobrou R$ 134 milhões de Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Posteriormente, ele ainda admitiu que visitou o empresário após deixar a prisão em novembro do ano passado.

Preocupação com a segurança

A preocupação de Mendonça com a própria vida também é somada pela descoberta de uma “milícia privada” comandada por Vorcaro para ameaçar e coagir desafetos, a chamada “A Turma”. O grupo seguiu ativo mesmo após as prisões de Vorcaro, sendo tocado pelo pai, Henrique Vorcaro, com a participação inclusive de ex-policiais federais e um agente infiltrado que tinham acesso a informações sigilosas da corporação e, até mesmo, de órgãos internacionais.

Durante as investigações, a Polícia Federal identificou episódios de ameaças violentas contra ex-funcionários de Daniel Vorcaro em suas residências, de outras pessoas próximas e de jornalistas.

Fonte: Gazeta Política

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