Discurso em Santa Catarina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou contra o racismo em Santa Catarina, estado com população majoritariamente branca e de origem germânica, durante visita a embarcações da Petrobras em Itajaí. Lula enfatizou a necessidade de impedir que o racismo prevaleça e citou o ditador Adolf Hitler como exemplo negativo.
“Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. (…) A gente tem um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual, todo mundo. Não tem essa de um cara que é branco ser melhor do que o que é negro, ou o cara que é nordestino ser pior do que o do Sul do país. Que história é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou…”, afirmou.
Contexto Político
A crítica do presidente tinha como alvo principal o governador do estado, Jorginho Mello (PL-SC), que tem por hábito evitar eventos públicos com Lula e não estava presente no encontro. Lula sugeriu que Jorginho teria baixa capacidade intelectual por supostamente não fechar parcerias com o governo federal pelas divergências políticas.
Em sua gestão, o governador Jorginho Mello promulgou uma lei que proibia cotas com base em raça nas universidades públicas, justificando a medida pela realidade demográfica de Santa Catarina. De acordo com o Censo de 2022, 76,28% dos catarinenses se autodeclaram brancos. Na cidade de Itajaí, onde acontecia o evento, este número é de 93%. Em abril, a lei que proibia cotas no Estado foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Repercussão
A lembrança de Hitler em uma região catarinense com maioria de população germânica é mais um momento da “diplomacia às avessas” de Lula, que já comparou a ação israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto. Desde aquele momento, o Brasil mantém um status rebaixado nas relações exteriores com Israel, enquanto Lula é persona non grata no país. Jorginho Mello ainda não comentou as declarações do presidente.
Fonte: Gazeta Política


