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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
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23/06/2026 às 00:40
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Atualizado em23/06/2026 às 00:54
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23/06/2026 às 00:54
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a fazer um paralelo entre a Operação Lava Jato e as investigações do Banco Master nesta segunda-feira (22). Ele disse ter feito advertências sobre a Lava Jato antes da Corte declarar a nulidade dos atos da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Segundo ele, a Operação Spoofing, que revelou troca de mensagens entre procuradores da força-tarefa e o então juiz Sergio Moro, mostrou que a "maior operação de combate à corrupção do mundo, se transformou no maior escândalo judicial do mundo".
Na semana passada, a Segunda Turma do STF manteve as prisões do pai e do primo de Daniel do Vorcaro, dono do Banco Master, por 4 votos a 1. Gilmar foi o único a votar para que Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, fosse para a prisão domiciliar.
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Na ocasião, o decano comparou os métodos do caso Master, relatado por André Mendonça, às práticas da Lava Jato, as quais classificou como "autoritárias" e "espetaculosas". Gilmar criticou o que chamou de "punitivismo inebriado" e a utilização de prisões para induzir delações premiadas.
“Juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós sabemos muito bem onde esse caminho termina”, alfinetou. O ministro afirmou que o voto vencido também serve como um "alerta" para o futuro.
“Um voto vencido muitas vezes contém advertências que evitem algum tipo de sonho ou de aventura”, disse o ministro ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
"A Lava Jato é uma boa referência. Ali a gente começou como voto vencido e depois acabou como voto vencedor. Inicialmente, eram advertências que se faziam na linha de 'não vamos por aí'. Me lembro de dizer: 'Nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba'", acrescentou.
Mendonça rebateu Gilmar durante julgamento
Na Segunda Turma, Mendonça rebateu Gilmar e disse que o colegiado não julgaria a Lava Jato, mas, sim, a "maior fraude finaceira do nosso país". Ele afirmou que o processo não trata de "simples atores num gabinete na Faria Lima" praticando crimes de colarinho branco.
Segundo o relator do caso Master, a investigação revelou "contornos de máfia" e de "crime organizado mafioso", com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no sistema policial. Confira no vídeo abaixo:
Gilmar é crítico ferrenho da Lava Jato
Gilmar faz críticas recorrentes à Lava Jato, a Moro e ao ex-procurador Deltan Dallagnol. Há um ano, o ministro afirmou que esse embate é um de seus principais legados e destacou que foi a “primeira voz relevante” a apontar a suspeição de Moro.
Citando o clássico “Non, je ne regrette rien”, da cantora francesa Édith Piaf, Gilmar disse que não se arrepende. Em abril deste ano, ao criticar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que tentou indiciá-lo na CPI do Crime Organizado, o ministro lembrou de uma reunião em que alfinetou o ex-juiz.
"Essa gente [parlamentares] não sabe nada, podem ver os discursos. Já tive oportunidade de dizer ao Moro aqui: 'Aproveite a biblioteca do Senado. Ela é útil, ela ensina'", disse Gilmar na sessão do dia 14 de abril.
“As instituições são maiores que seus componentes atuais, graças a Deus é assim, porque a história tem seus ciclos e talvez a gente não esteja vivendo o melhor”, apontou.
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Fonte: Gazeta Política


