Decisão da Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral do Peru rejeitou pedidos do partido de esquerda Juntos por el Perú para anular votos de peruanos residentes no exterior registrados no segundo turno da eleição presidencial.
Os pedidos visavam seções eleitorais nos Estados Unidos e na Argentina, mas foram barrados por descumprirem prazos e exigências formais previstas na legislação eleitoral.
Motivos da Rejeição
Segundo decisões do Jurado Eleitoral Especial (JEE) de Lima Centro 2, os recursos foram considerados improcedentes porque foram apresentados fora do prazo legal e, em alguns casos, sem o pagamento da taxa obrigatória para abertura do processo.
Um dos pedidos buscava invalidar votos registrados em 647 seções eleitorais nos Estados Unidos, mas foi protocolado após o prazo estabelecido pela legislação peruana.
Pedidos Específicos
Outro pedido pretendia anular votos de 174 seções eleitorais em Chicago, Houston e Nova Jersey, mas foi apresentado fora do prazo e sem a autorização necessária.
A legenda de Roberto Sánchez também tentou invalidar os votos de 294 seções eleitorais instaladas na Argentina, alegando irregularidades, mas o tribunal concluiu que o recurso foi apresentado após o prazo final previsto no calendário eleitoral.
Consequências
Por causa dessas falhas processuais, o JEE não analisou se as denúncias apresentadas pelo partido tinham fundamento.
Apesar das derrotas, Juntos por el Perú obteve uma vitória parcial em outra frente, com um recurso relacionado a 1.751 seções eleitorais em Lima sendo aceito para tramitação.
No momento, Keiko Fujimori, da Fuerza Popular de direita, aparece com 50,101% dos votos válidos, contra 49,899% de Roberto Sánchez, com uma diferença de 36.657 votos.
Fonte: Gazeta Mundo


