Operação da Polícia Federal
O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar o esquema bilionário de fraudes financeiras cometidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
Além do parlamentar, a autoridade ainda mira o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master e dono do também liquidado Banco Pleno.
Buscas e apreensões
Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares autorizados pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados da Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
A Polícia Federal investiga a suspeita de que Wagner pode ter recebido vantagens indevidas, que incluiriam um apartamento, repasses estimados em mais de R$ 3 milhões realizados a partir de uma empresa ligada a familiares do senador, além da utilização de aeronaves.
Relação com Vorcaro e Lima
A apuração aponta que essa negociação aproximou Lima a integrantes do PT baiano e do próprio Jaques Wagner a partir de 2017. Na condição de secretário do governo da Bahia, o senador havia conduzido o processo de privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede Cesta do Povo.
A Gazeta do Povo procurou os assessores de Jaques Wagner, o PT nacional e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se pronunciarem sobre a operação e aguarda retorno.
Caso Master
Deflagrada pela primeira vez em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero teve início com investigações sobre a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master.
As investigações também alcançaram gestores ligados a fundos previdenciários como a Rioprevidência (Rio de Janeiro) e a Amprev (Amapá) e aplicações bilionárias em produtos financeiros sob suspeita, como o Credcesta, entre outros.
O inquérito hoje reúne acusações de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução das investigações.
Fonte: Gazeta Política


