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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
24/06/2026 às 19:56
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O Ministério das Relações Exteriores criticou nesta quarta-feira (24) os “traidores da pátria” que teriam articulado o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil após o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), anunciar que pretende participar da audiência pública sobre o tema.
Flávio pediu, nesta segunda (22), ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para participar da audiência marcada para o dia 6 de julho.
“Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”, disse o Itamaraty nas redes sociais.
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Sem citar Flávio, o ministério destacou a atuação do governo brasileiro nas negociações e afirmou que outros parceiros comerciais dos EUA, como China e União Europeia, não enviaram representantes às audiências públicas.
“O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”, disparou a pasta.
De acordo com o comunicado, o Brasil apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras “não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível”.
Veja a íntegra da nota do Itamaraty
"Investigação da 301 e tarifas contra o Brasil
Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.
As audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas.
O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025.
Apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível.
O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros."
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Fonte: Gazeta Política


