Contexto da crise
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou o rompimento do contato com a alta representante da União Europeia (UE) para as Relações Exteriores e a Política de Segurança, Kaja Kallas. A decisão foi tomada após uma reportagem apontar que Kallas teria comparado o tratamento israelense a palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ao apartheid na África do Sul.
A informação foi veiculada pelo site Euractiv, que relatou que os comentários teriam sido feitos durante uma viagem ao México em maio. Sa’ar expressou sua insatisfação com a falta de esclarecimento ou negação por parte de Kallas, o que levou à decisão de romper o contato.
Resposta de Kallas
Kallas respondeu ao chanceler israelense, afirmando que a UE está empenhada em manter uma relação construtiva com Israel e que a solução de dois Estados continua sendo o único caminho viável para a paz no Oriente Médio. Ela também condenou os assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia, que dificultam a conquista desse objetivo.
Em seguida, Sa’ar postou outra mensagem, afirmando que Kallas não negou nem admitiu que fez a comparação com o apartheid. Ele exigiu que Kallas esclarecesse sua posição antes de reconsiderar a decisão de romper o contato.
A crise reflete as tensões entre Israel e a UE sobre a questão palestina e os assentamentos israelenses na Cisjordânia. A UE tem sido crítica em relação às políticas israelenses na região, enquanto Israel vê as críticas como uma ameaça à sua soberania.
Fonte: Gazeta Mundo


