Investigação contra Jaques Wagner
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero em 22 de junho de 2026, colocando o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), como alvo central. A ação investiga supostos benefícios indevidos ligados ao Banco Master, gerando uma crise política imediata.
Quem é o principal alvo?
O alvo principal é o senador Jaques Wagner, atual líder do governo Lula no Senado Federal. Considerado uma liderança histórica do PT e articulador político essencial para o Planalto, ele passou a ser investigado por supostamente receber vantagens econômicas indevidas, como um apartamento de luxo em Salvador, uso de jatos particulares e repasses financeiros que chegam a milhões de reais.
Impacto no discurso do PT
Até então, o governo tentava ligar as polêmicas do Banco Master apenas a políticos da oposição e ao campo bolsonarista. Com a entrada de Jaques Wagner no centro das investigações, essa narrativa perde força. O episódio retira do PT o monopólio do discurso de combate à corrupção e permite que a oposição contra-ataque, apelidando o escândalo de ‘PT Master’.
Crimes ou irregularidades
A Polícia Federal divide a investigação em três partes: a compra suspeita de um imóvel de alto padrão, repasses de R$ 2,5 milhões para empresas ligadas à família do senador e a oferta de luxos em troca de influência parlamentar. O objetivo seria favorecer o Banco Master em temas como crédito consignado e negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB).
Reação do presidente Lula
Apesar do forte desgaste simbólico, o Palácio do Planalto sinalizou que não pretende afastar Jaques Wagner da liderança do governo no Senado por enquanto. O presidente Lula demonstrou confiança em seu antigo aliado, tratando a permanência no cargo como uma forma de preservá-lo politicamente enquanto as investigações da Operação Compliance Zero avançam na Justiça.
Decisão do ministro André Mendonça
O ministro do STF, André Mendonça, autorizou a operação, mas optou por medidas moderadas em relação ao senador. Wagner não teve o passaporte retido nem foi afastado do mandato, mas está proibido de manter contato com outros investigados ou realizar novos negócios com as empresas citadas. Essas decisões visam permitir que ele continue exercendo suas funções legislativas por enquanto.
Fonte: Gazeta Política


