Rejeição ao Acordo
O grupo terrorista Hezbollah e seus aliados rejeitaram o acordo firmado entre Israel e o governo libanês sob mediação dos Estados Unidos. O acordo prevê uma retirada gradual de tropas israelenses de duas áreas no sul do Líbano, mas mantém o direito de Israel agir em autodefesa enquanto considerar que há ameaça na região.
O movimento Amal, principal aliado político do Hezbollah no Líbano, classificou o acordo como “desequilibrado” e afirmou que rejeita as negociações diretas com Israel. O movimento também afirmou que o acordo traz “riscos políticos e soberanos” e que, por isso, “não pode ser aceito”.
Reações ao Acordo
O Hezbollah também rejeitou o acordo. Hassan Fadallah, representante do grupo terrorista no Parlamento libanês, pediu que o país recue das negociações e das decisões tomadas, segundo ele, “contra o povo libanês”.
O Grupo Islâmico do Líbano, uma organização sunita islâmica que também mantém um braço armado, também rejeitou o acordo. O grupo afirmou que qualquer entendimento deveria preservar a “soberania plena” do Líbano e garantir a retirada israelense de todos os territórios ocupados.
Consequências do Acordo
O acordo foi assinado na sexta-feira, em Washington, sob mediação do governo dos Estados Unidos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o entendimento representa um “duro golpe para o Irã e o Hezbollah”, porque reconhece o direito israelense de manter uma zona de segurança enquanto houver ameaça.
Netanyahu afirmou que as tropas israelenses terão liberdade para agir contra ameaças, inclusive quando o risco não for imediato. “Se virem um perigo, ajam”, disse o premiê israelense.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo como “uma humilhação, uma vergonha e uma renúncia à soberania”. Em comunicado, ele afirmou que o grupo continuará atuando “por todos os meios necessários” para pressionar pela retirada de Israel do Líbano.
Fonte: Gazeta Mundo


