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Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
09/06/2026 às 15:43
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende aumentar novamente a mistura de etanol anidro na gasolina e levar a proposta para análise do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas. A medida prevê elevar o percentual atual de 30% para 32% e faz parte da estratégia para reduzir a dependência de combustíveis importados em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, após reunião no Palácio do Planalto com o presidente, ministros e representantes do setor sucroenergético. De acordo com ele, estudos técnicos indicam que o país tem condições de avançar na mistura de etanol à gasolina.
“Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor e que vai ser submetida por determinação do presidente da República ao próximo Conselho Nacional de Política Energética, que será marcada nos próximos 15 dias”, disse a jornalistas.
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O aumento da mistura ocorre menos de um ano após a última mudança, quando o percentual de etanol anidro na gasolina passou de 27% para 30%. Na avaliação do Ministério de Minas e Energia, a nova ampliação pode reduzir significativamente a necessidade de importação de gasolina e fortalecer a segurança energética do país.
Segundo estimativas da pasta, a adoção do E32 poderá evitar a compra de cerca de 450 milhões a 500 milhões de litros de gasolina por mês no mercado externo. O governo acredita que a medida pode colocar o Brasil em condição de autossuficiência no abastecimento do combustível, diminuindo a exposição às oscilações internacionais.
“Nós sabemos que não é uma guerra nossa, é uma guerra que não depende de nós, mas que todas as medidas necessárias para que a gente possa ter o menor impacto possível no Brasil”, declarou Silveira.
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Além da redução das importações, o governo argumenta que a ampliação da mistura contribuirá para a descarbonização da matriz energética e para o fortalecimento da cadeia produtiva do etanol. A expectativa é que a medida estimule investimentos no setor, amplie a produção agrícola e gere novos empregos e renda.
Alexandre Silveira afirmou ainda que a mudança poderá trazer ganhos logísticos ao liberar estruturas atualmente utilizadas para a importação de gasolina. Segundo ele, essa capacidade poderá ser direcionada para melhorar o transporte e a distribuição de outros combustíveis, como o diesel.
“São 450 milhões de litros a menos de importação de gasolina para o Brasil. É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda”, completou.
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Fonte: Gazeta Economia


