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Alexandre Garcia
Por Hermano Freitas
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Por Juliet Manfrin
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19/06/2026 às 15:02
19/06/2026 às 15:02
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública convocou de volta, nesta semana, delegados da Polícia Federal (PF) cedidos a outros órgãos. Segundo pessoas próximas à corporação, cerca de 30% dos delegados empenhados nas investigações do caso Master podem deixar os trabalhos. A Gazeta do Povo procurou o órgão para esclarecimentos e aguarda sua resposta.
A ação foi interpretada por integrantes da PF como um possível ato de retaliação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após as investigações do Master afetarem pessoas próximas ao governo, como o líder de Lula no Senado, Jaques Wagner. O STF também foi acionado para comentar e ainda não retornou.
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A documentação ainda não teria chegado ao STF, segundo o SBT News, que noticiou antes este movimento. A convocação teria como pano de fundo a intenção de retirar o delegado Thiago Ferreira do gabinete de Mendonça, onde ele é responsável por investigações do escândalo do Banco Master e também da farra do INSS.
Delegados que “fingem trabalhar”
Em abril, o presidente Lula já havia se manifestado publicamente sobre a reconvocação de delegados, que estariam, segundo suas palavras, “fingindo trabalhar”.
“Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Mas aqueles agentes, ou delegados, que estão aí em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado neste país”, declarou ele na época.
Segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, onde “exercem funções estratégicas e de alta relevância para o Estado brasileiro”. A ADPF ainda disse que as ações contra o crime precisam de menos propaganda e mais ação concreta.
Ao jornal Estadão, o secretário-executivo do ministério, Ademar Borges, afirmou que o processo seria um “reforço de atividades” ligadas ao crime organizado.
“O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais — seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada — para reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso. Foram enviados os 100 pedidos de retorno, alcançando mais de 50 órgãos da administração pública direta e indireta federal, estadual e municipal”, declarou o secretário-executivo ao jornal.
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Fonte: Gazeta Política


